ELE TINHA APENAS 15 ANOS, E EM APENAS 4 MESES MATOU 22 HOMENS!

 

ELE TINHA APENAS 15 ANOS, E EM APENAS 4 MESES MATOU 22 HOMENS!
Tudo começou em 1991, em Quito, no Equador. Juan Fernando Hermosa era um jovem de 15 anos, de aparência frágil e olhos que muitos descreviam como "doces". Adotado por um casal de classe média, ele cresceu em um ambiente onde a figura materna era amorosa e o pai ausente e severo.
No entanto, sob a fachada de estudante comum, Hermosa nutria um narcisismo perverso e uma sede de poder. Ele queria ser um líder.
Hermosa reuniu ao seu redor uma gangue de cerca de dez adolescentes, todos entre 14 e 17 anos. Ele era o cérebro e o executor principal. Ele os convenceu de que eram invencíveis e que a vida em Quito era um jogo onde eles detinham as regras.
O grupo começou com pequenos furtos, mas a sede de Hermosa por controle logo exigiu sangue. O cenário principal era a Avenida Amazonas, o coração pulsante da vida noturna de Quito.
Naquela época, ser homossexual no Equador era um crime previsto no Código Penal, o que criava um submundo de encontros furtivos. Hermosa percebeu que ali estava o seu "estoque" perfeito de vítimas: homens com recursos financeiros que, por medo da lei e do julgamento social, jamais denunciariam um assalto ou uma agressão.
Hermosa aperfeiçoou a arte da infiltração. Ele frequentava bares como o Pussy Cat e discotecas gays clandestinas. Sua técnica de recrutamento era infalível: ele se posicionava como um jovem solitário, vulnerável e disponível. Com sua voz suave e modos educados, ele atraía homens mais velhos, profissionais liberais, advogados e empresários.
A vítima, acreditando estar diante de um encontro fortuito e discreto, oferecia carona em seu carro ou o convidava para sua residência.
Uma vez no isolamento do veículo ou do apartamento, a transformação era aterradora. Hermosa sacava uma pistola 9mm. O brilho nos olhos mudava; a doçura dava lugar a uma frieza absoluta. Ele não se contentava com o dinheiro. Após o roubo, ele obrigava as vítimas a implorar por suas vidas, apenas para executá-las com tiros à queima-roupa, geralmente na cabeça.
Entre as vítimas mais notórias esteve o conceituado estilista Charlie, uma figura pública cuja morte enviou ondas de choque por toda a cidade.
Em um curto período de quatro meses, o rastro de corpos subiu para 22 confirmados, embora estimativas extraoficiais sugiram que o número possa ter passado de 30. Quito tornou-se uma cidade fantasma após as dez da noite; ninguém se sentia seguro.
A queda de Hermosa começou quando um sobrevivente conseguiu dar uma descrição detalhada do "menino de aparência doce". A polícia de elite (GIR) montou uma operação de vigilância pesada.
Na madrugada de 9 de janeiro de 1992, o esconderijo de Hermosa, uma casa no bairro de Luluncoto, foi cercado por dezenas de agentes armados.
O que se seguiu foi um cenário de guerra civil. Esperava-se que o adolescente se rendesse ao ver a força policial, mas Hermosa respondeu com fúria. Ele disparou contra os policiais e, em um ato de desespero e loucura, detonou uma granada.
No caos do tiroteio, a mãe adotiva de Hermosa, que estava na casa, foi atingida e morreu no local. O próprio Hermosa foi capturado tentando pular por uma janela, coberto de poeira e sangue, mas sem derramar uma única lágrima pela morte da mãe.
Na prisão, a lenda diabólica de Hermosa cresceu. Ele confessou os crimes com uma naturalidade que enojou os investigadores. "Eu não queria matá-los, eles apenas se atravessaram no meu caminho", dizia, com um sorriso cínico.
Devido à lei da época, que protegia menores de idade, ele não pôde ser condenado a mais de quatro anos de reclusão.
Mesmo atrás das grades do Centro Virgilio Guerrero, ele continuou a ser o líder. Em uma fuga cinematográfica, ele e outros internos escaparam após ferirem guardas, atravessando a fronteira para a Colômbia. Ele foi recapturado tempos depois, vivendo uma vida de excessos em hotéis baratos, e devolvido ao centro de detenção para cumprir o restante da pena.
Em 1996, Juan Fernando Hermosa saiu pela porta da frente do centro de reabilitação. Ele era um jovem de 19 anos, livre de qualquer dívida legal, mas marcado pela justiça das ruas. Ele se mudou para a província de Sucumbíos, na selva amazônica, tentando desaparecer na região de fronteira.
No dia de seu aniversário de 20 anos, o destino cobrou a fatura. Seu corpo foi encontrado nas margens do rio Aguarico. Ele não teve uma morte rápida como as que infligiu às suas vítimas. Hermosa foi brutalmente torturado; seu rosto, a ferramenta que usou para seduzir e matar, foi desfigurado por cortes e tiros. Seus documentos foram deixados sobre o corpo para que não houvesse dúvidas de quem era o morto.
Até hoje, o caso permanece oficialmente sem solução, embora muitos acreditem que foi um "esquadrão da morte" formado por familiares das vítimas que finalmente silenciou o "Menino do Terror".

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